Modelo de laudo pericial: a estrutura padrão em 12 seções

Um laudo médico-pericial ganha força quando a forma não muda de processo para processo. A estrutura abaixo é a que o PericiaPro aplica em todas as esferas: o que varia entre trabalhista, previdenciário, cível e capacidade civil são os critérios técnicos e os quesitos, nunca a ordem das seções nem o cabeçalho.

Cabeçalho, rodapé e paginação

Antes das seções vem a identificação fixa do documento, repetida em todas as páginas: brasão, nome e registro do perito, titulações e função. No rodapé, a frase institucional e a numeração “Página X de Y”. Repetição em toda folha evita laudo desmembrado nos autos e páginas órfãs sem identificação de autoria.

“A PERÍCIA MÉDICA NÃO SE DESTINA A DEFENDER PARTES, MAS A ESCLARECER FATOS TÉCNICOS, OFERECENDO AO JUÍZO SUBSÍDIOS CIENTÍFICOS PARA A FORMAÇÃO DO CONVENCIMENTO.”

As seções, em ordem

  1. 1. INTRODUÇÃO

    Identifica a natureza da perícia, o que se discute nos autos e os meios empregados: análise documental, entrevista clínica e exame físico dirigido. É o parágrafo que situa o juízo antes de qualquer conclusão.

  2. 2. OBJETIVO

    Delimita o que o laudo se propõe a esclarecer. Um objetivo bem escrito evita que o perito responda além do que lhe foi perguntado e serve de âncora para a conclusão.

  3. 3. HISTÓRICO PROFISSIONAL / OCUPACIONAL

    Função, tempo de vínculo, jornada e descrição real das tarefas, confrontada com PPP, LTCAT, PGR e PCMSO quando existirem. Base indispensável para qualquer juízo de nexo ocupacional.

  4. 4. AFASTAMENTOS PREVIDENCIÁRIOS

    Períodos de benefício, CID informado, altas e retornos. Sustenta a cronologia e ajuda a fixar data de início da doença e da incapacidade.

  5. 5. EXAMES SUBSIDIÁRIOS, RELATÓRIOS ANEXOS E DOCUMENTOS

    Relação dos exames de imagem, laboratoriais e relatórios assistenciais, com data e achado relevante. Documento citado deve existir nos autos e ser localizável.

  6. 6. ENTREVISTA COM O(A) PERICIANDO(A)

    Queixa, evolução, tratamentos, atividades de vida diária e fatores extralaborais. Registra também o que foi negado — a negativa é dado pericial.

  7. 7. EXAME FÍSICO

    Achados objetivos e mensuráveis: goniometria, força pela escala MRC, trofismo, manobras especiais e exame neurológico. Sem medida, não há como quantificar dano.

  8. 8. CRITÉRIOS TÉCNICOS APLICADOS

    Explicita a régua usada: Simonin e Schilling para nexo ocupacional, Bradford Hill para causalidade, CIF para funcionalidade, tabelas de referência para dano corporal, instrumentos cognitivos e funcionais quando cabíveis.

  9. 9. DISCUSSÃO

    Confronta queixa, documentos e exame físico com os critérios declarados. É onde o raciocínio fica visível e onde as limitações da perícia devem ser consignadas.

  10. 10. CONCLUSÃO

    Síntese diagnóstica, presença ou ausência de nexo, natureza e grau da repercussão funcional. Deve responder exatamente ao objetivo, sem introduzir elemento novo.

  11. 11. RESPOSTAS AOS QUESITOS

    Cada pergunta do juízo e das partes respondida na ordem, de forma direta e remetendo à discussão. Quesitos impertinentes ou fora da competência médica devem ser assim declarados.

  12. 12. ENCERRAMENTO

    Data, local, assinatura, CRM e a declaração de que o trabalho foi realizado com imparcialidade, encerrando o documento.

Erros de forma que mais aparecem

Gere este modelo preenchido

O gerador monta as doze seções, aplica os critérios da esfera escolhida e mostra a paginação exata do PDF antes de imprimir.